I chose to be

Welcome to my little- giant-insane-weird-personal world

(Source: bloody--monday, via resigno)

#3 (não recomendável para ateus com o coração duro e fechado)

Hoje eu fui à igreja. Eu gosto de ir à igreja porque lá tem uma atmosfera na qual eu me sinto bem. Eu não sei muito bem definir esse “bem”, mas eu me sinto leve, suave, em paz. Isso, paz é a palavra certa. Eu vou à igreja católica, inclusive, eu faço parte de vários projetos dentro da igreja católica, e quem vê deve pensar que eu sou um alienado, ou, na melhor das hipóteses, que eu tenho certeza de que é essa a religião que eu quero seguir e, portanto, concordo com tudo dentro da igreja; só que não é bem assim. Muitíssimo pelo contrário. Fui crismado no primeiro semestre desse ano e a crisma foi uma coisa que me ajudou muito, porque lá eu tirava muitas dúvidas em relação à igreja católica e sobre Deus de acordo com a visão da igreja católica e porque a minha catequista é uma das pessoa mais amáveis do mundo. Ela é uma daquelas pessoas que (não sei se você conhece alguém assim, mas se conhece vai saber do que estou falando) irradiam uma luz muito forte e, ao mesmo tempo, suave, como algo extremamente magnético que, ao você olhar, retira qualquer possível tristeza, insegurança ou qualquer sentimento ruim que você pudesse estar sentindo. E mesmo com isso tudo, eu ainda não tenho certeza se essa é a religião certa pra mim. Eu a sigo porque é aquela na qual eu vejo a maior compatibilidade de pensamentos e onde eu vejo o amor como algo extremamente importante e a paz também, coisas das quais eu não abro mão na minha vida. E ainda assim, existem tantas coisas dentro dela das quais eu discordo… Mas é como a tia Lu falou: a religião é uma ponte pra Deus. Você pode viver sem ela, mas talvez o caminho seja mais difícil. 

Mas, enfim, esse nem era o foco do texto. Eu ia dizer que hoje foi missa de sétimo dia de algumas pessoas lá na igreja e o padre deu um sermão lindíssimo, tanto sobre o evangelho, que é o assunto da missa, quanto sobre a morte, porque, bem, era uma missa de sétimo dia. E sempre que eu paro pra refletir sobre a morte, eu me sinto um tanto tocado, ou sei lá. Eu não sei. As primeiras pessoas que me vêm a mente sempre são minha mãe, minha avó, e depois meus amigos começam a surgir, e eu sinto saudade deles. Me dá uma vontade de chorar, não sei… Eu sinto a necessidade de sentir as pessoas, de falar pra elas que eu as amo, porque eu lembro que a única certeza que a gente tem é o agora. E se a pessoa morrer daqui a pouco? E se ela morrer amanhã? Tudo bem que é difícil de acontecer, mas e se acontecer? Eu sempre penso que um o pior sentimento (junto com o de perder um filho) deve ser o de perder alguém e não ter dito tudo o que queria ter dito pra pessoa, ou de ter brigado com a pessoa antes dela morrer e aí ela se vai e vocês estavam brigados. Eu não consigo imaginar por quanto tempo eu ficaria triste ou chorando caso isso acontecesse comigo. Eu não sei o que é, mas só o fato de a pessoa ter ido pro céu não aliviaria meu coração da tristeza. Eu precisaria saber se ela teria me perdoado, mesmo se fosse ela quem tivesse sido a errada da história. Eu precisaria saber se, lá do céu, ela saberia que, mesmo que tivéssemos brigado, eu nunca a odiaria. Nunca, nunca, nunca. Mas, enfim, não deixe de dizer pras pessoas que você ama, que você as ama, cara. Sério. Todos nós temos uma pessoa com a qual não nos damos bem, ou que já foi nosso(a) amigo(a) e que, por conta de bobeiras (ou não) não fala mais com a gente, mas, cara, independente do que tenha acontecido, não deixa essa pessoa pensar que você a odeia não. Se for o caso, peça desculpas, fale com ela. Não vale a pena deixar alguém partir sem saber que a amamos ou que não a odiamos. Não vale mesmo.

Piper, é você?

(Source: relush, via resigno)